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Já faz algum tempo que venho observando o desempenho da piloto Danica Patrick. Cada dia tenho mais certeza que a estadunidense ainda esse ano vai se consagrar. Talvez não vença as 500 milhas, mas com certeza Danica tem talento e competência para dar trabalho aos pilotos mais rápidos. Minha torcida é para que esse ano a Mulher Maravilha possa abrir um sorriso e gritar “venci a primeira” de muitas que certamente virão. Mas todo o talento da Danica pode ser um contrapeso ao que a venezuelana Milka Duno vem apresentando. Podemos até fazer uma aposta, como nos velhos tempos do Dennis Vitolo na Indy. Em que volta a Milka vai bater? Quantos pilotos ele levará para o muro? Você acha que estou exagerando!!! Basta assistir a próxima etapa da Indy e o desempenho vergonhoso da venezuelana. Mas temos outras pilotos com talento, Katerine Legge, Sarah Fisher e a brasileira recém chegada a Indy Light, Bia Figueiredo. Essa mulherada vem tomando conta dos grids as Indy. Já pensou o dia em que cinco mulheres alinharem no grid? Que bom que isso pode acontecer com uma brasileira entre elas. Mas será que as mulheres têm a mesma competência que os homens nas pistas de competição?

É muito azar! Felipe Massa mal começou o ano e já tem inúmeras preocupações na cabeça. Primeiro foi o erro na primeira curva do primeiro GP do ano na Austrália. Massa rodou, sozinho, e bateu de leve nas barreiras de pneus. Voltou à corrida, mas uma quebra de motor tirou qualquer possibilidade de chegar aos pontos. Aí veio a Malásia e seu monumental autódromo de Sepang. No treino classificatório, tudo foi perfeito. Massa garantiu a pole position, e parecia tranqüilo com relação as severas críticas da imprensa mais do que sensacionalista da terra do cavalinho rampante. Os italianos chegaram a dizer que Massa seria substituído por Sebastian Vettel. Pode? Mas o fim de semana tipo “conto de fadas” de Massa na Malásia foi por água abaixo quando numa rodada das mais misteriosa, a Ferrari do brasileiro ficou atolada na brita malaia. Segunda corrida sem pontos. Mas pior do que isso, é a auto cobrança que a partir de agora fará parte dos pensamentos de Massa. Sem contar na pressão interna na Ferrari, e ainda os inquietantes jornalistas italianos loucos por uma polêmica. A verdade é que com toda essa pressão, a vida do Massa fica mais complicada. Correr com pressão geralmente leva à erros. E tudo que o Massa não pode a partir de agora é errar. Para encerrar esse post, gostaria de saber... Vocês acham que Felipe Massa tem perfil de campeão? Até a próxima!

Desde que a principal categoria de monopostos dos Estados Unidos passou por uma cisão e se transformou em duas, o automobilismo americano passou por altos e baixos. Nos anos de 96, 97, 98, 99, 00, 01, a Fórmula Cart, conhecida no Brasil como Fórmula Mundial, teve momentos de glória com Alexandro Zanardi, Juan Pablo Montoya, Gil de Ferran e alguns outros grandes nomes. Mas aí vieram os problemas financeiros. Algumas equipes como a Penske fizeram algumas pesquisas para transferir seus carros para a rival Indy Race League. Com a mudança, Roger Penske não levou apenas sua equipe, a Chip Ganassi e Andrett Green também mudaram de categoria. Começava o crescimento da IRL e a decadência da Cart, que mais tarde passou a ser Champ Car. O sonho americano de ter duas categorias fortes lutando para ser a maior não foi possível. A Champ Car tentou, tentou e morreu prematuramente. Portanto, novamente os Estados Unidos mantém apenas uma categoria top de carros monopostos. A nova categoria que surge é a Indy Car Series. Sem dúvida haverá um fortalecimento da categoria. Já pensou uma primeira fila em Indianápolis com Hélio Castroneves, Paul Trace e Danica Patrick? Já pensou um grid com 30 carros já na corrida de abertura em Miami? Nós como telespectadores só temos a ganhar com a união. Com certeza estamos diante de um ano histórico no automobilismo mundial. Mas como farei sempre deixarei uma pergunta. Tem como apontar um favorito para ser campeão na Indy deste ano?
Quando o assunto é Rubens Barrichello, inevitavelmente as brincadeiras sobre a possível lerdeza, falta de combatividade e o grande azar de Rubinho sempre são evidenciadas. Será que Rubens Barrichello é realmente um piloto ruim, ou simplesmente nós brasileiros despejamos nas costas dele a responsabilidade de honrar o lugar deixado por Ayrton Senna? O que seria um grande erro! O GP da Austrália de 2008 mostrou que Barrichello tem competência e é sim, um piloto de ponta quando tem nas mãos um carro que possibilite o mínimo de competitividade. Resultado da corrida: um ótimo sexto lugar. Tá certo que só chegaram sete carros. Mas é bom lembrar que as circunstâncias foram péssimas, afinal, um mecânico apressado levantou o pirulito antes da hora e a equipe liberou o piloto brasileiro com as luzes vermelhas nos boxes. Desclassificado! Erro da Honda, e não de Rubinho! E porque não lembrar da primeira vitória de Barrichello debaixo de chuva e com pneus de seco na antigo traçado de Hockenheim, na Alemanha, em 2000. De décimo oitavo para primeiro. Tá certo que foi uma corrida cheia de acidentes, rodadas e até com uma invasão do padre alemão que foi protestar na pista e sem querer ajudou Rubinho. Para os mais céticos, Barrichello mostrou competência mas precisava mostrar mais. Pois bem, foram nove vitórias, dois vice campeonatos mundiais, treze poles positions, quinze voltas mais rápidas, e o companheiro de equipe do multicampeão Michael Schumacher, mais rápido da história. Finalizo com uma pergunta: se Rubens Barrichello fosse um piloto ruim, estaria até hoje na Fórmula 1?